sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O Início do Despertar - Parte 4


As energias-luz presentes nesta era aquariana estão nos ajudando a confrontar, quase que instantaneamente, as situações e energias com que temos receio de lidar.
Quando, no entanto, percebemos que cada experiência ou situação que vem em nosso caminho carrega em si nossa oportunidade de libertação, praticamos conscientemente, com muito mais determinação, a ciência de integrar. Nós estamos em uma jornada e já exploramos muitos mundos. Agora, a jornada é de volta para casa, para a autoconsciência, e isso é feito por meio da integração de tudo aquilo que vem em nosso caminho.
Integração significa equilibrar as polaridades da experiência, encarar a situação e se permitir ser guiado pela intuição. Então, ao invés de fugir ou negar algo que esteja acontecendo, simplesmente observe e se pergunte: "como posso lidar com essa situação?" e coloque-se disponível para ouvir os ensinamentos que vêm de dentro de você. Desligue-se do processo analítico por um momento e sinta cada aspecto da situação - a partir da intuição, você receberá informações sobre como agir. Nossa intuição tem acesso á nossa verdade interior, que é nossa luz, e a nosso banco de dados.
Quando praticamos diariamente ficar em quietude, estamos aprendendo a viver no momento presente, livres do passado ou do futuro. Conforme vamos nos familiarizando com esta quietude interior, começamos a despertar porque estamos praticando a autopercepção consciente. É unicamente no momento presente que podemos descobrir quão livres estamos da negatividade e qual é nosso grau de equilíbrio. Para isso, precisamos observar aquilo a que resistimos, pois a negação apenas prolonga a dor. Não devemos proteger nossos medos, mas soltá-los, e dessa maneira criar a paz; só assim poderemos compartilhar o amor novamente.
É no conforto que nosso eu interior pode nos oferecer, que encontramos recursos para equilibrar as polaridades. A ação de estar em quietude, observar o que acontece e decidir integrar as energias é o próprio ato da autopercepção consciente, que também é meditação.
Todos temos que lidar com o que gostamos e com o que não gostamos. Essas polaridades estão diretamente relacionadas com nosso aprendizado. Podemos descobri-las nas nossas primeiras programações da
infância. No geral, pensamos e agimos baseados nessas primeiras programações, sem nos perguntar o quanto elas refletem nossa identidade atual, sem nos perguntarmos de quem são os valores com os quais conduzimos nossa vida hoje. Temos, portanto, que examinar e entender nossas experiências para poder vir a atrair algo que seja realmente novo.
Se não podemos esclarecer nossas polaridades, ficamos presos numa armadura e nos forçamos a experienciar aquilo que não queremos. A solução está sempre no presente, no ato de aceitar a vida como ela vem e na prática do equilíbrio.
Nossa tarefa é a de nos tornar livres e expressar amor e amizade nas nossas experiências cotidianas com todos. Viver com amor é muito mais satisfatório do que viver com dúvida, medo ou conflito.
Seria conveniente lembrar da Lei Universal do Amor que nos pede para colocar o interesse e o bem-estar dos outros acima dos nossos. De mãos dadas com essa Lei, temos a Lei Universal do Perdão, que pede que perdoemos os outros pelos seus erros assim como perdoamos a nós mesmos. Viver em consonância com essas Leis requer, primeiramente, a capacidade de amar todos os aspectos de nosso ser. Requer, também, a acolhida incondicional de tudo o que nos caracteriza, sem rejeição de nada. Só assim nos tornamos capazes de amar e perdoar os demais. Só assim nos tornamos capazes de aceitar e acolher os outros, dando reconhecimento a totalidade de cada um e de todos.
A prática dessas Leis inicia nosso processo de libertação, quer seja em casa, no trabalho ou em qualquer lugar. Não é fácil, mas é possível. Carregamos dentro de nosso peito uma chama de potencial criador chamada amor. Quando lhe damos atenção e ouvimos suas sugestões, tudo se renova; libertamo-nos uns aos outros e a nós mesmos. Em outras palavras, é a comunicação que nos liberta - comunicação da mente racional-ego buscando conselhos e sugestões com as energias intuitivas da alma.
Aprender a confiar é, pois, a chave. Á medida que aprendemos a confiar nas orientações de nosso eu interior, também podemos confiar naqueles com os quais interagimos. Tornar-se consciente da verdade é um processo por meio do qual nossa visão começa a abarcar mais e mais; através dele, também, percebemos que somos iguais a todas as outras pessoas de nossa vida e, assim, aos poucos, o quadro completo acaba por se revelar.

Fonte: anotações palestra Robert Happé