quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O Início do Despertar - Parte 3


Milhões de pessoas no nosso globo estão se tornando conscientes de que estamos vivendo uma crise espiritual e ecológica. Uma reflete a outra. Como não fomos ensinados sobre o amor, não temos acesso ao amor que habita nosso eu interior; passamos então a desonrar a terra, os oceanos, os rios e os lagos, contaminando a atmosfera com gases venenosos, demonstrando pouco, ou nenhum amor pelas coisas vivas. Nossa falta de equilíbrio e de acesso ao divino está refletida em toda parte; os danos que causamos à Terra se constituem num dos espelhos mais expressivos desse fato.
Esse é um mundo de polaridades, e elas precisam ser equilibradas. Equilibrar consiste em nos mantermos nem muito á direita, nem muito á esquerda,  mas bem no centro conscientes do positivo e do negativo.
Quando o positivo não tem entendimento do negativo, fica-se fora de equilíbrio. As experiências deveriam ser nossos mestres; deveríamos extrair-lhes os ensinamentos e seguir com graciosidade para novas experiências. Em função da baixa qualidade da educação, da ignorância e de meias verdades, as forças negativas se proliferam incutindo medo nas pessoas.
O que há de mais negativo, entretanto, é a negação ainda presente da força de Deus que se move dentro de nós! Se colocássemos nossa atenção nessa força, o poder e o amor retornariam as nossas vidas, poderíamos curar todos os desequilíbrios.
O medo nos leva a perder o senso de equilíbrio, bem como nos rouba a capacidade de ver o bem e o mau com a relatividade que lhes é inerente. Não existe bom e mau, mas sim polaridades que precisamos equilibrar por meio de nossas experiências, para ganharmos compreensão.
O caminho para adquirir maestria sobre as energias é permanecermos bem no meio das alegrias e dores da vida no meio do amor e da raiva, da tristeza e do medo; desse modo, tornamo-nos mestres no manejo dessas energias polarizadas.
Tornar-se mestre é a razão que trouxe todos e cada um de nós para este planeta e, também por isso, sofremos as tentações da vida. Necessitamos das tentações como meio de avaliarmos nossas escolhas e o nível de nossa consciência.
O Universo e o mundo não existem por acaso ou pelo que as pessoas chamam de evolução natural, mas existem por força da intenção e do logo criador de todos os seres vivos do Universo. Juntos, nós compomos Deus; cada um de nós tem habilidades, energia, desejos e amor. A questão é o que estamos fazendo com essas qualidades. Estamos compartilhando essa energia e ajudando a construir um mundo melhor para todos, ou estamos usando nossas qualidades para controlar o mundo ao nosso redor?
A pior manifestação de ganância é o desejo de possuir outro ser humano. Muitos são controlados por outros. Todos precisamos nos libertar dessa programação, praticando a ciência do permitir, da delicadeza, do não ferir.
Quando nossos pensamentos estão focalizados na doação, tornamo-nos livres e a cura se inicia; ao doar estamos acionando a fonte de poder dentro de nós descobrindo nossa verdadeira natureza. Uma vez contatada essa fonte de poder possibilita-nos viver de acordo com as Leis Cósmicas e expressar nossa herança divina. Tornamo-nos assim exemplos vivos de amor criador.
Uma das Leis Cósmicas mais importantes é o conhecimento de que todo ser vivo possui a força e o poder de magnetizar para si tudo o que é necessário para seu desenvolvimento e crescimento. Essa é uma Lei que merece toda atenção, porque significa que qualquer situação ou pessoa que encontramos, fomos nós que atraímos, em função da necessidade dessa experiência para nosso próprio desenvolvimento.
Quando estamos cientes do modo como operam os eventos de nossa vida, podemos, igualmente, dar-nos conta de que julgamentos e reclamações não são apenas desnecessários, como também retardam nosso processo de nos tornarmos autoconscientes e responsáveis. Equilibrar a situação, aprender a partir dela e continuar avançando requer, portanto, que nos libertemos de velhos modos de ser e de se relacionar com tudo e com todos.
A vida torna-se mais aceitável, quando se sabe como ela funciona. Não há necessidade de julgamentos ou queixas, quando somos capazes de entender o que está acontecendo e por quê. Podemos, então, fazer escolhas que sejam satisfatórias para nós e para os outros. A lei vale, obviamente, para as situações agradáveis; elas também são magnetizadas, pertencem aquele que as atraiu. Sob esse enfoque ganhamos a compreensão de que os eventos da vida são consonantes com a consciência e a atitude de cada um.

Fonte: anotações palestra Robert Happé