terça-feira, 9 de agosto de 2016

O Início do Despertar - Parte 1


A verdadeira liberdade é estranha à maioria de nós. Estamos tão acostumados a viver numa vida de programações, que acabamos nos esquecendo quão mais confortável é pensar e agir de acordo com aquilo que realmente sentimos ou queremos; de acordo com a vontade de nossa alma. Em geral, uma parcela significativa de nossas energias são despendidas copiando professores, pais e superiores... ao longo de nossas vidas e pouco nos resta para que nos percebamos enquanto seres dotados da necessidade de pensar por conta própria.
Quando o homem não pensa livremente, livre das programações, seu desenvolvimento se interrompe. Não há mais crescimento, não há mais experiências espirituais; unicamente programação. Ele pensa e age  conforme suas crenças. 
As religiões, doutrinas e crenças, em sua maioria, estão tão impregnadas de dogmas, que deixam de cumprir o seu papel e nos impossibilitam o pleno entendimento da vida. Nos privamos das possibilidades de experienciar livremente as coisas que nos levam ao encontro com nós mesmos, com a nossa verdadeira identidade. 
Ficamos impregnados de crenças, medos, culpas..., e passamos a criar em nossa volta um mundo feio, que nos agride, nos ataca, nos pune..... 
Já vivemos muito tempo com as ilusões, as mentiras e os falsos deuses perpetuados pelas várias organizações religiosas e cultos neste mundo. O homem perdeu a ligação com o Divino. Se desconectou de Deus. E aqueles com posição e poder em nosso planeta tem tanta dificuldade em controlar seus próprios egos, ficam tão cegos e consumidos nisso, que não conseguem enxergar a presença do divino.
Cada um e todos podem refletir sua própria divindade. O problema é que poucos ouviram a mensagem sobre seres divinos ou sobre a existência do amor dentro de si. Agora precisamos simplesmente dar atenção a isso. O que todos, como humanidade, precisamos fazer é soltar a programação e iniciar a conexão com o divino inerente a cada um de nós. Contudo, só conseguiremos contatá-lo, quando fizermos uso de nossa capacidade intuitiva.
Precisamos ouvir a voz interior que há em nossos corações e para
que possamos ouvir essa voz, o som da paz que mora dentro de nós, é preciso que nos aquietemos verdadeiramente. Parar de ouvir a nossa mente matraqueira. (ficar em quietude - aceitando e acolhendo a nós mesmos através da auto percepção consciente).
Esse aquietar-se é um processo de mudança, um despertar, um processo de transformação que nos liberta da escuridão da negatividade. 

Fonte: anotações palestra Robert Happé